quinta-feira, 30 de julho de 2009

Indicação


“Que teu coração não tenha vaidade em razão de quanto conheces. Busca conselho tanto junto ao ignorante quanto junto ao sábio, Pois os limites da arte são inatingíveis. E não existe artesão que tenha atingido a perfeição”

Ptah-Hotep – Egito Antigo


“O teu olho é a lucerna do teu corpo. Se o teu olho for são todo o teu o corpo será luz.”


Alguns textos foram retirados do Blog: http://wiccanblog.blogspot.com/

Visite!!!! Vale a pena

Origem do Wicca


Nos últimos anos, dois respeitados estudiosos apresentaram teorias essencialmente idênticas sobre as origens da Wicca. Em 1998, Philip G. Davis, professor de Religião na Universidade da Ilha Prince Edward, publicou "Goddess Unmasked: The Rise of Neopagan Feminist Spirituality," ("A Deusa Desmascarada: a Ascensão da Espiritualidade Neopagã Feminina", n. do T.), argumentando que a Wicca é a criação de um funcionário público inglês e antropólogo amador chamado Gerald B. Gardner (1884-1964). Davis escreve que as origens do movimento da Deusa tiveram como base o interesse dos Românticos alemães e franceses - em sua maioria homens - nas forças naturais, especialmente as associadas às mulheres. Gardner admirava os Românticos e pertencia a uma sociedade Rosa-Cruz chamada Fellowship of Crotona (Companhia de Crotona, n. do T.) - um grupo influenciado por vários outros grupos ocultistas do final do século XIX, os quais por sua vez eram influenciados pela Maçonaria. Nos anos 50, Gardner apresentou uma religião à qual chamou (nesta grafia) Wica. Apesar de Gardner afirmar ter recebido os conhecimentos Wiccanos de um centenário coven de bruxos também integrantes da Companhia de Crotona, Davis escreve que ninguém conseguiu localizar esse coven e que Gardner inventou os ritos que anunciava, emprestando elementos de rituais anteriormente criados no século XX pelo famigerado ocultista inglês Aleister Crowley, entre outras fontes. Os Wiccanos, hoje, adaptaram e embelezaram livremente os ritos de Gardner. Em 1999, Ronald Hutton, um conhecido historiador das religiões pagãs britânicas que leciona na Universidade de Bristol, publicou "The Triumph of the Moon" ("O Triunfo da Lua", n. do T.). Hutton conduziu detalhadas pesquisas sobre as práticas pagãs pré-históricas conhecidas, leu os manuscritos não publicados de Gardner e entrevistou diversos contemporâneos de Garnder ainda vivos. Hutton, assim como Davis, não conseguiu encontrar provas conclusivas acerca da existência do coven de quem Gardner teria aprendido a Arte, e afirma que a religião "ancestral" que Gardner afirmava Ter descoberto não passava de uma mistura de materiais oriundos de fontes relativamente recentes. Aparentemente, Gardner baseou-se nas obras de duas pessoas: Charles Godfrey Leland, um folclorista amador americano que afirmava ter encontrado um culto à Deusa Diana sobrevivendo na Toscana, e Margaret Alice Murray, uma egiptóloga britânica que também se embasava nas idéias de Leland e, iniciando nos anos 20, criou um sistema detalhado de rituais e crenças. Baseado em sua própria experiência, Gardner incluiu elementos maçônicos tais como vendar o iniciado, as iniciações, o segredo e "graus" de sacerdócio. Ele incorporou uma parafernália associada ao Tarot, como bastões, cálices e a estrela de cinco pontas rodeada por um círculo, o equivalente Wiccano da Cruz. Gardner também incluiu algumas ideosíncrases pessoais. Uma delas era uma predileção por linguagem arcaica: "thee", "thy", "'tis", "Ye Book of Ye Art Magical" (exemplos de inglês elizabetano, há séculos abandonado, n. do T.). Outra era sua apreciação pelo nudismo. Gardner pertenceu a uma colônia nudista nos anos 30, e ele afirmava que muitos rituais Wiccanos deviam ser praticados "vestidos de vento". Trata-se de uma raridade mesmo entre os ocultistas: não se conhece, nem se cogitava na época de Gardner, uma religião pagã que exigisse regularmente que seus rituais fossem praticados sem roupas. Algumas inovações de Gardner possuem tonalidades sexuais e até mesmo de dominação e disciplina. O Sexo ritual, ao qual Gardner chamava de Grande Rito, e que também era desconhecido na antiguidade, era parte da liturgia do Beltane e de outros festivais (apesar de que a maioria dos praticantes simulava o ato com um punhal - outro brinquedinho de Gardner - e um cálice). Outros rituais exigiam que os iniciados fossem amarrados e açoitados, além do "beijo quíntuplo: aplicado aos pés, joelhos, "ventre" (segundo um Wiccano com quem eu falei, um ponto relativamente singelo acima do osso púbico), seios e lábios. Hutton é bem sucedido ao derrubar a noção, mantida por muitos Wiccanos e outros, que os antigos costumes pagãos sobreviveram ocultos nas práticas cirstãs medievais. Suas pesquisas revelam que, fora algumas poucas tradições, como decorar a casa com plantas verdes no Yule e celebrar o Mayday com flores, nenhuma prática pagã - e menos ainda a veneração de deuses pagãos - sobreviveu desde a antiguidade. Hutton descobriu que todas os passatempos rurais ancestrais anteriormente vistos pelos folcloristas como antiqüíssimos rituais de fertilidade, incluindo a dança do Maypole, na verdade tiveram origem na Idade Média ou até mesmo no século XVIII. Hoje existe um consenso entre os historiadores, os quais afirmam que o Catolicismo permeava completamente a mentalidade da Europa medieval, introduzindo uma forte cultura popular com santuários de santos, devoções e até mesmo encantamentos e sortilégios. A noção de que os rebeldes medievais eram originalmente pagãos é herança da Reforma Protestante. Hutton também aponta para uma falta de provas de que os antigos Celtas ou qualquer outra cultura pagã celebravam os "oito festivais da Roda", tão importantes à liturgia Wiccana. "Os equinócios aparentemente não possuem festivais pagãos nativos por trás deles e se tornaram importantes apenas para os ocultistas do século XIX", contou-me Hutton. "Ainda não existem provas que atestem a existência de um ritual pagão ancestral à Pascoa" - um festival que os pagãos modernos celebram como Ostara, o equinócio de Primavera. Os historiadores também derrubaram outra crença básica da Wicca: a de que o grupo possua uma história de perseguições superior à dos judeus. Os números citados por Starhawk - nove milhões executados ao longo de quatro séculos - derivam de um historiador alemão do final do século XVIII. Foi coletado e disseminado cem anos depois por uma feminista chamada Matilda Gage e logo entraram para o evangelho Wiccano (o próprio Gardner foi responsável pela criação da expressão "burning times" (era das fogueiras", n. do T.)). A maioria dos historiadores atualmente crê que o número real de execuções avizinha-se dos 40.000. O mais completo estudo recente da bruxaria histórica é "Witches and Nighbors" ("Bruxas e Vizinhos", n. do T.), (1996), de autoria de Robin Briggs, historiador na Universidade de Oxford. Briggs vasculhou os documentos dos julgamentos dos bruxos europeus e concluiu que a maioria deles ocorreu durante um período relativamente curto, de 1550 a 1630, e estavam restritos a uma área englobando partes da atual França, Suíça e Alemanha, já então envolvidas pelo tumulto religioso e político da Reforma. Os acusados, longe de incluírem um grande número de mulheres independentes, eram em sua maioria pobres e pouco populares. Seus acusadores eram geralmente cidadãos comuns (quase sempre outras mulheres), e não autoridades eclesiásticas ou seculares. Na verdade, as autoridades geralmente não gostavam de conduzir julgamentos de bruxaria e absolveram mais da metade dos acusados. Briggs também descobriu que nenhum dos bruxos acusados, condenados e executados haviam sido acusados por praticar religiões pagãs. Se podemos nos basear nos chatrooms da Internet, muitos Wiccanos se agarram com toda força à idéia de que eles próprios são vítimas institucionais em grande escala. De modo geral, contudo, os Wiccanos parecem estar se acomodando com as muitas evidências acerca de seus antecedentes: por exemplo, eles estão passando a ver suas origens ancestrais como uma lenda inspiradora ao invés de uma história verídica. No final dos anos 90, com o lançamento dos livros de Davis e Hutton, muitos Wiccanos passaram a se referir à sua estória como um mito de origem, e não como uma história de sobrevivência. "Nós não fazemos o que as bruxas faziam há cem ou há quinhentos anos," disse- me Starhawk. "Não somos uma tradição ininterrupta como a dos índios norte americanos". Na verdade, muitos Wiccanos atualmente descrevem aqueles que levam ao pé da letra os elementos da narrativa do movimento como "Fundamentalistas Wiccanos". "Diotima Mantineia," 48 anos, é a editora associada do site The Witches' Voice ("A Voz das Bruxas", n. do T.) Ela não revela seu nome real, em parte porque mora numa cidade sulista que, ela crê, é hostil aos neo-pagãos. Ela resumiu seus sentimentos sobre a desmistificação da narrativa Wiccana oficial da seguinte forma: "Não me importa o quão velha é a Wicca, pois quando me conecto à Deidade na orma da Senhora e do Senhor, creio que estou me ligando a algo muito maior e vasto do que jamais poderei compreender. O(A) Criador(a) deste universo vem se manifestando a nós por todo o tempo, na forma dos deuses e deusas com os quais nos relacionamos. Para mim, a Wicca serve para facilitar essa conexão, e é isso o que realmente importa." Fonte: "História da Feitiçaria" do antropologista Jeffrey Burton Russel (Ed. Campus, série Somma "A Dança Cósmica das Feiticeiras", de Starhawk, publicado pela editora Nova Era.

Feitiçaria


"Umente, volante e pregnante lua,

Que brilha para todos.

Que flui através de todos...

Aradia, Diana, Cibele, Mah...

Navegante do infinito,

Guardiã do portal,

Radiância morrente e vivente...

Dioniso, Osíris, Pan, Artur, Hu.. (...)".


"Não acreditar em feitiçaria é a maior de todas as heresias." - Malleus Maleficarum - 1486


Feitiçaria é uma palavra que assusta a muitas pessoas e confunde outras. No imaginário popular, as bruxas são feiticeiras velhas e feias voando em cabos de vassouras ou satanistas tradicionais terríveis atuando em ritos obscenos. As bruxas modernas são consideradas integrantes de um culto maluco, basicamente preocupadas em amaldiçoar os seus inimigos através da perfuração de imagens de cera com alfinetes e carentes da profundidade, da dignidade e seriedade de propósitos de uma verdadeira religião. Mas a Feitiçaria é uma religião, talvez a mais antiga religião existente no Ocidente. Suas origens são anteriores ao cristianismo, judaísmo e ao Islã; até mesmo ao budismo e ao hinduísmo e é muito diferente de todas as supostas grandes religiões. A Antiga Religião, como a denominamos, está em essência mais próxima às tradições nativas americanas ou ao xamanismo Ártico. Ela não se baseia em dogmas ou em um conjunto de crenças, nem tampouco em escrituras ou num livro sagrado revelado por um grande homem. A Feitiçaria retira seus ensinamentos da Natureza e inspira-se nos movimentos do sol, da lua e das estrelas, no vôo dos pássaros, no lento crescimento das árvores e nos ciclos das estações. De acordo com as nossa lendas, a Feitiçaria nasceu há mais de 35 mil anos, quando a temperatura da Europa começou a cair e grande lençóis de gelo lentamente avançaram rumo ao sul em seu último movimento. Através da fecunda tundra, prolífica em vida animal, pequenos grupos de caçadores seguiam as renas lépidas e os imprevisíveis bisões. Eles estavam armados, somente, com as mais primitivas armas, mas alguns entre os clãs eram especialmente dotados, "convocavam" as manadas até um penhasco ou uma armadilha, onde alguns animais, sacrificando-se voluntariamente, deixavam-se capturar. Estes xamãs dotados entravam em harmonia com os espíritos dos rebanhos e, ao fazê-lo, percebiam o ritmo vibrante que inspira toda a vida, a dança da espiral dupla, o remoinho para dentro e para fora do ser. Eles não exprimiam essa intuição intelectualmente, mas por imagens: a Deusa Mãe, aquela que dava à luz, que trazia para a existência toda a vida, e o Deus Galhudo, caçador e caçado, que eternamente cruza os portais da morte para que uma nova vida possa desabrochar. Os xamãs vestiam-se com as peles e chifres em identificação com o Deus e suas manadas; as sacerdotisas atuavam nuas, incorporando a fertilidade da Deusa. A vida e a morte eram um fluxo contínuo; os mortos eram enterrados como se estivessem adormecidos em um útero, cercados por suas ferramentas e ornamentos a fim de que pudessem despertar para uma nova vida. Nas cavernas dos Alpes, crânios de grandes ursos eram fixados em nichos, onde liam os oráculos para guiar os clãs na caça. Em lagoas nas planícies, renas - suas barrigas cheias de pedras que encarnavam os espíritos dos cervos - eram imensas nas águas do útero da Mãe a fim de que as vítimas da caçada renascessem. No Oriente - Sibéria e Ucrânia a Deusa era a Senhora dos Mamutes; ela foi esculpida em pedra com grandes curvas sinuosas que representam seus dons de abundância. No Ocidente, nos templos das grandes grutas do sul da França e da Espanha, os seus ritos eram realizados dentro dos úteros secretos da terra, onde as grandes forças antagônicas eram pintadas sob forma de bisões e cavalos, superpostos, emergindo das paredes da caverna como espíritos em um sonho. A dança espiral também era vista do céu: na lua, que mensalmente morre e renasce; no sol, cuja luz traz o calor do verão e, quando esta se vai, o frio do inverno. Registros da passagem da lua eram marcados em ossos e a deusa era mostrada a segurar o chifre do bisão, que também é a lua crescente. O gelo recuou. Alguns clãs acompanharam o bisão e a rena até o norte. Alguns cruzaram a passagem terrestre do Alasca e chegaram às Américas. Os que permaneceram na Europa dedicaram-se à pesca e à coleta de plantas silvestres e moluscos. Cães vigiavam os acampamentos e os novos instrumentos foram aperfeiçoados. Aqueles que possuíam poder interior aprenderam que estes aumentavam quando as pessoas trabalhavam juntas. À medida que os povoados isolados transformaram-se em vilas, xamãs e sacerdotisas uniram suas forças e compartilharam os seus conhecimentos. Os primeiros covens foram organizados. Profundamente sintonizados com a vida animal e vegetal, domesticaram a região onde anteriormente haviam praticado a caça, criaram carneiros, cabras, gado e porcos, a partir de seus primos selvagens. As sementes não eram somente coletadas; elas eram plantadas, para crescerem no local do assentamento. O Caçador tornou-se o Senhor dos Grãos, sacrificados quando da colheita no Outono, enterrados no útero da Deusa para renascer na primavera. A Senhora das Coisas Selvagens tornou-se a Mãe da Cevada e os ciclos da lua e do Sol determinavam as épocas para semear e colher e soltar os animais no pasto. As vilas transformaram-se nas primeiras cidades. A Deusa foi pintada nas paredes calcinadas dos santuários, dando à luz a Criança Divina - seu consorte, filho e semente. O progresso do comércio trouxe os mistérios da África e da Ásia ocidental. Nas terras onde reinara o gelo, uma nova energia foi descoberta, uma força que corre como as nascentes de água através da terra. Sacerdotisas descalças traçaram linhas "retas" sobre a grama nova. Descobriu-se que certas pedras aumentavam o fluxo de energia. Eram colocadas em pontos adequados em grandes fileiras e círculos que marcavam os ciclos do tempo. O ano tornou-se uma grande rosa dividida em oito partes: os solstícios e equinócios e, nos quadrantes entre estes, os dias onde grandes festas aconteciam e fogueiras eram acesas. A cada ritual, a cada raio de sol e da lua que atingiam as pedras nos períodos de energia, a força aumentava. Elas se tornaram grandes reservatórios de energia sutil, portais entre os mundos do visível e invisível. No interior dos círculos, ao lado dos menires e dólmenes e galerias escavadas, as sacerdotisas penetravam nos segredos do tempo e na estrutura oculta do cosmo. A matemática, a astronomia, a poesia, a música, a medicina e a compreensão do funcionamento da mente humana desenvolveram-se paralelamente aos saberes dos mistérios profundos.

Eu sou o Bom!!


Todo mundo tem algo a ensinar e algo a aprender, algo em que é bom e algo em que não é tão bom assim. Mas você vai descobrir que é mais vantajoso - e as pessoas vão descobrir que é mais fácil de lidar - se você evitar se vangloriar constantemente de tudo em que é bom ou que pensa saber mais que os outros, e se concentrar mais em aprender com os outros e melhorar nas suas fraquezas, em vez de fazer quem todos saibam de seus pontos fortes. Por um motivo, se você é como a maioria das pessoas, provavelmente não sabe tanto quanto pensa. Uma das primeiras coisas que aprendi após minha iniciação como Sacerdotisa é que há muito mais coisas aí que eu não sei do que coisas que eu sei. O aprendizado nunca termina. Cada iniciação, cada conquista, é um novo início e, principalmente se você ainda está em seus primeiros tempos na Arte, vale mais aprender que ensinar, que dar conselhos que ninguém pediu ou jactar-se do que aprendeu até agora. Confiança excessiva também pode ser perigosa, levando-o a tentar coisas que realmente não sabe como fazer. Um pouco de conhecimento é uma coisa perigosa. Não enfadá-los detalhando de todo exorcismo mal feito de que ouvi falar, ou dos revezes psíquicos e feitiços fracassados que eu mesma encarei, ou mesmo dos tentaram regressões a vidas passadas e acabaram falando com quatro vozes diferentes numa cela acolchoada no Instituto Clarke (N.doL.: famoso manicômio dos EUA). Basta dizer que o poder da magia é real, assim como são os perigos. Na dúvida, NÃO TENTE. Ajuste: Tente contar o número de vezes durante um dia típico em que você diz frases que começam com "eu", especialmente "eu posso...", "eu sei...", "eu sou realmente bom em...", "eu sei como..." etc. E tente diminuir esse total. Pense: a pessoa com quem estou falando realmente precisa saber isso? Sou realmente o especialista que penso ser? Essa pessoa tem algo a ME ensinar, algo que ela sabe mais do que eu? O que EU posso aprendem com ELES? Até um idiota tem algo a ensinar. Lembre-se da frase da Rede Wiccaniana, de Doreen Valiente: "Fale pouco, ouça muito". Pratique isso. E se você estiver pensando em fazer QUALQUER tipo de trabalho mágico que nunca fez antes, peça conselho a alguém que já fez. Se lhe disserem que você ainda não está pronto, OUÇA. Aprender a arte não é uma corrida. Não é ser o primeiro da turma a fazer esse ou aquele feitiço ou dominar esse ou aquele talento. Preste atenção ao que Starhawk chama de "trabalho básico de magia" e tenha certeza que você o aprendeu antes de tentar brincar com fogos de artifício. Ou, em outras palavras, não tente correr enquanto não tiver dominado completamente a arte de andar.

Guerra de Bruxas


Alguns dizem que a fofoca é o segundo passatempo favorito da comunidade pagã (perdendo para a síndrome de Pega - colecionar objetos brilhantes); outros afirmam que, se tiver que escolher entre conseguir um novo badulaque e saber alguma sujeira sobre alguém que mal conhece, a maioria dos pagãos vai sempre escolher a fofoca. Vale dizer que isso é provavelmente natural. Pegue um grupo de pessoas - de qualquer tipo - e a primeira coisa da qual elas vão falar é, adivinhe, das outras pessoas. Entretanto, há uma sutil diferença entre o disse-me-disse inevitável de uma comunidade e a fofoca genuinamente maliciosa. Se você não tem certeza da diferença, pergunte-se: Eu diria isso na cara pessoa a que se refere? Diria isso para alguém que sei ser amigo dela? Se não, por que estou dizendo por trás? Mais ainda: pergunte-se se você realmente tem certeza de que o que está dizendo é verdade, ou se apenas ouviu de alguém que ouviu de alguém que ouviu de alguém etc. E mesmo se você souber que é verdade, é realmente necessário espalhar essa verdade? As pessoas às quais você está falando têm alguma necessidade de saber o que você está contando, além da curiosidade? Ajuste Parecida com a número 1. Pense antes de falar. E lembre-se dos quatro poderes, especialmente o primeiro e o quarto. Não, não, NÃO repita QUALQUER FOFOCA a respeito de outra pessoa, por mais deliciosa que seja, senão estiver ABSOLUTAMENTE certo dos fatos. Não presuma que QUALQUER PESSOA seja uma fonte infalível de informação, não importa o grau, tradição ou nível de respeito dentro da comunidade. Sacerdotes são humanos, como qualquer um. Há pelo menos dois lados de cada história, e geralmente mais. Não suponha que você entende uma situação com base no relato de uma pessoa, principalmente se não conhecer todos os envolvidos. Se você ouve histórias horríveis de um lado de um conflito, de qualquer espécie, por que não procurar a outra pessoa e pedir a ela que conte seu lado da história? Você ficará surpreso ao perceber como a mesma situação parece diferente quando vista de duas perspectivas. E mesmo se você estiver certo o bastante de que conhece os fatos, pense um pouco se é realmente necessário dizer o que sabe. Fofoca, disse-me-disse e "Guerras de Bruxas" pouco fazem para fortalecer uma comunidade. Elas não estão, para dizer de forma gentil, em sintonia com os princípios de perfeito amor e perfeita confiança. Se você acha que alguém representa uma verdadeira ameaça à comunidade ou que está acontecendo algo de que as pessoas devem estar informadas, conte aos outros (supondo, claro, que você tem certeza de que é verdade). Mas no caso de fofoca inútil, ou você-não- sabe-da-última, deixe para lá. Lembre-se que são necessários dois para fazer fofoca - o que fala e o que ouve. Se alguém começar a falar algo que viole os princípios acima, você não precisa ouvir. Você sempre pode dizer "Eu preciso ouvir isso?"ou "Se você tem um problema com fulana, por que não fala com ela em vez de falar comigo?" ou o que achar melhor. Esse é um dos hábitos mais difíceis de romper, e todos nós incorremos nele de vez em quando, mas é um dos maiores problemas em nossa comunidade, logo, vale o esforço.

Olhe para mim! Sou uma Bruxa...


Reconhecimento: Se você está lendo no Metrô um livro sobre a Arte, faz questão de segurá-lo de forma a que TODOS possam ver o título? Quantos adereços você usa normalmente são específica e obviamente ligados ao ocultismo? Você se pilha falando ininterruptamente sobre a Arte, especialmente na presença de não-pagãos? TODAS as pessoas que você conhece sabem que você é wiccaniano? Ficam sabendo cinco minutos após te conhecerem? Ajuste: Não estou dizendo para voltarmos para o "armário de vassouras", mas pense em como se sentiria se trabalhasse com um Cristão renascido (N.doL. corrente evangélica neopentecostal à qual pertence, por exemplo, George W. Bush) que não conseguisse parar de falar em Jesus. Ficaria entediado rapidamente, não? Falar ininterruptamente sobre a Arte para não-pagãos provavelmente vai apenas encher a paciência deles, além de dar a impressão que somos todos fanáticos religiosos obsessivos. Primeiro, esteja ciente do problema. Cada vez que se perceber falando da Arte em meios não-pagãos, preste atenção e pense a respeito. Era realmente NECESSÁRIO dizer o que disse? Se não, qual seu verdadeiro motivo? Você apenas está habituado a falar livremente por andar com outros pagãos? Ou, talvez, culpado de tentar ostentar um pouquinho para afugentar a hesitação? Não se preocupe, todos nós fazemos isso de vez em quando. O importante é SABER quando está fazendo, de forma a poder lidar com isso. Estabeleça para si mesmo o desafio de pensar antes de falar sempre. Pergunte a si mesmo: eles PRECISAM saber disso? Se não, por que estou dizendo? Tente perceber como parece/soa para os outros. Lembre- se do que nós freqüentemente falamos sobre os fundamentalistas: qualquer um que esteja genuinamente seguro de em paz com a própria fé não tem a necessidade em enfiá-la na garganta dos outros o tempo todo. Não significa não mencionar nunca - apenas lembre, moderação em tudo.

Lembre-se dos tradicionais quatro poderes do ocultista: saber, ousar, querer e CALAR. Trabalhe nisso!

A magia existe desde que o mundo foi criado, junto com os primeiros habitantes do planeta sua evolução e seus princípios naturais são objetos de nossos estudos. A palavra Bruxa deriva do grego antigo “Brouchos”, que significa Larva de Borboleta, ou seja, seres dispostos a uma metamorfose, transformação dentro e fora de si. Bruxaria é a Filosofia que estuda esta transformação, qualquer termo contrario a este é pura especulação.